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As precipitações intensas são fenómenos meteorológicos característicos do período do Outono à Primavera, embora possam ocorrer em qualquer altura do ano.
As precipitações intensas podem ser originadas por fenómenos meteorológicos distintos, dividindo-se em dois grandes tipos: precipitações moderadas e prolongadas e precipitações muito fortes de curta duração (superior a 5 mm ou l/m2 por hora).
As precipitações moderadas e prolongadas devem-se ao atravessamento sucessivo de sistemas frontais associados a núcleos de baixa pressão, que, no caso de Portugal, têm a sua formação ou desenvolvimento no Oceano Atlântico.
Originam longos períodos de precipitação, por vezes com a duração de vários dias, conduzindo à saturação dos solos, e proporcionado a formação de cheias , com todas as consequências associadas.
As precipitações fortes de curta duração são geradas por fenómenos meteorológicos de origem convectiva, caracterizados por aguaceiros violentos que, frequentemente, se encontram associados a trovoadas e por vezes até a granizo. Estas precipitações podem durar apenas alguns minutos ou horas. As regiões planas, como Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, são mais propícias à sua formação.
São fenómenos de difícil previsão, que provocam rapidamente inundações urbanas (habitações e estabelecimentos, ruas e estradas), pela dificuldade de os colectores drenarem as águas pluviais que se concentram muito rapidamente. Podem ainda causar deslizamentos de solos e sérios prejuízos na agricultura e danos no ambiente.
Granizo
Granizo é precipitação sob a forma sólida, com o aspecto de “pedras”, por vezes de dimensões consideráveis. Forma-se em alturas elevadas da atmosfera, em nuvens de grande desenvolvimento vertical. As consequências da queda de granizo são mais importantes no sector agrícola, devido à destruição de culturas, no entanto também são registados danos em edifícios e viaturas.
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